Há uma diferença muito grande entre o amor que te faz se sentir feliz e o que te faz se sentir possível.
Em Amor Triste, a filósofa Carrie Jenkins,procura redefinir a forma em que entendemos o amor numa vida boa. Ela nos convida a deixar de ver a tristeza no amor como um fracasso. Deveríamos considerar a tristeza como uma parte natural da experiência humana. Ela propõe ainda trocarmos a idéia do amor romântico pelo amor eudaimónico ( o bem estar autêntico). Esse tipo de amor não promete finais perfeitos. Promete sentido,crescimento, criatividade, construção conjunta.
Promete um espaço onde as pessoas se acompanham não só para serem felizes mas para mutuamente crescerem,criarem,sustentarem e construírem algo que vá além da emoção do momento.
É um amor ativo, intencionado e dinâmico com é a própria existência : um amor que se faz por decisão. Não é algo que simplesmente ocorre, como no amor romântico, nem é passivo e involuntário ou estático.
Somos condicionados a abandonar lugares e relacionamentos porque nos ensinaram que a felicidade é um projeto individual. Que se algo não nos faz felizes de imediato,devemos mudar.
Mas a felicidade real nunca foi um assunto solitário. Ela nasce quando nos vinculamos a algo
maior. Perseguir a felicidade individual só nos deixa mais vazios.
A vida eudaimónica se constrói na medida em que nos cercamos de boas pessoas que nos dão sentido.
Naõ necessitamos buscar uma vida feliz.
Necessitamos uma vida com sentido.
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